Sedentarismo custa US$ 67 bilhões à economia global. No Brasil, são US$ 3,62 bi.

Os efeitos do sedentarismo no corpo humano já são bem conhecidos por todos. A lista vai desde o aumento no risco de sofrer com doenças cardiovasculares até o enfraquecimento muscular, passando pelo baixo condicionamento físico e uma série de outros impactos negativos.

Mas indo um pouco além da individualidade, o que quase ninguém pensa é no tamanho desse problema para a sociedade global. Quanto será que o sedentarismo de uma pessoa custa?

Para responder a essa pergunta, a revista médica The Lancet utilizou dados oficiais de 142 nações e cruzando uma série de informações em uma densa pesquisa, concluiu que, em 2013, os gastos com tratamentos e com a perda de produtividade decorrentes de doenças associadas ao sedentarismo custaram, ao mundo, US$ 67,5 bilhões.

No Brasil, foram US$ 3,62 bilhões.

Sim, é isso mesmo! B-I-L-H-Õ-E-S…

(Só para deixar claro, um bilhão é igual a mil milhões!!!)

Pra você ter uma ideia do que esse dinheiro representa, daria para:

  • Comprar o Manchester United, considerado o time com a marca mais valiosa do mundo pela consultoria Brand Finance, por US$ 1,206 bilhão;
  • Ter na conta um valor maior do que o PIB de um país inteiro (o da Guiné-Bissau é de US$ 0,8 bilhão);
  • Pagar todos os custos da Olimpíada de Atenas, que em 2004, custou US$ 2,9 bilhões.

E todo esse dinheiro simplesmente foi ralo abaixo para cobrir custos provenientes do sedentarismo.

Sedentarismo e mortalidade

O cientista e pesquisador Pedro Curi Hallal, do Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), co autor do estudo publicado na The Lancet, acredita que mesmo com o impacto do sedentarismo na mortalidade sendo maior do que outros fatores de risco, pouca atenção é direcionada ao tema.

Segundo dados, a inatividade física mata 5,3 milhões por ano. O tabagismo, 5,1 milhões; e a obesidade, 3 milhões. Isso exemplifica muito bem que a falta de exercício é um problema monstruoso e gravíssimo de saúde pública, mas não é tratado como tal.

Sua solução exige um planejamento global de ações, que vão desde o incentivo à prática esportiva nas empresas privadas até o investimento em aulas de educação física em escolas. A conscientização da população também é um fator crítico de sucesso.

O cientista ainda ressalta que a percepção de indignação da população é muito baixa. Aproximadamente 80% dos adolescentes do mundo são inativos. Imagina se esse fosse o percentual de adolescentes que fumassem ou fossem obesos?

Ninguém leva a inatividade física tão a sério…

Sedentarismo Infantil

Já segundo um estudo feito pela Escola Bloomberg de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, mostrou que um aumento de 32% para 50% no número de crianças do ensino fundamental que fazem 25 minutos de atividade física três vezes por semana evitaria o equivalente a R$ 70 bilhões em custos médicos e salários perdidos ao longo de suas vidas. Isso resultaria uma economia de US$ 21,9 bilhões para a economia americana.

Publicada no periódico científico Health Affairs, a pesquisa também sugere que apenas esse pequeno aumento na frequência de exercício entre crianças de 8 e 11 anos de idade resultaria em menos 340 mil jovens obesos ou com sobrepeso, uma redução de mais de quatro pontos percentuais no índice atual.

E o impacto desse número vai muito além. Nos últimos anos, diversos estudos têm demonstrado que um alto índice de massa corporal aos 18 anos está associado a um IMC também elevado ao longo de toda a idade adulta. Isso também aumenta o risco de desenvolver doenças como diabetes e problemas cardíacos associados ao excesso de peso.

O estudo foi realizado nos EUA, mas o assunto também preocupa no Brasil, onde o índice de obesos aumentou 60% na última década, alcançando 18,9% da população em idade adulta. Além disso, mais da metade dos brasileiros está acima do peso, segundo o Ministério de Saúde.

Preocupante, né?

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